Avaliação de carros usados e seminovos: entenda como é estimado o valor
29 jun

Avaliação de carros usados e seminovos: entenda como é estimado o valor

Neste artigo, vamos te explicar como é feita a avaliação de carros usados e seminovos e porque esse cálculo é importante para estimar o valor adequado de um veículo. É só continuar lendo para saber mais.

Fatores usados na avaliação de carros usados e seminovos

Se engana quem acha que apenas a tabela FIPE e a quilometragem impactam no valor de um carro usado e seminovo.  É claro que esses dois aspectos também pesam no preço de um automóvel, mas muitos outros fatores entram na avaliação. 

Abaixo, explicamos um a um, mas vale lembrar que essas dicas são importantes não só para quem vai comprar, como também para quem vai vender um seminovo e quer preparar o veículo.

Cálculo de depreciação da Tabela FIPE

A tabela FIPE é a base para o cálculo de depreciação de um veículo. Ela não é uma régua que determina o valor tabelado do automóvel, mas oferece uma média com base em pesquisa nacional para mostrar qual o preço estimado daquele carro. 

Ou seja, ela é levada em consideração para determinar se um carro está acima ou abaixo da tabela, mas não define o valor do automóvel.

Caso queira acessar a tabela e conferir como funciona, pode acessar o site oficial aqui.

Diferença entre veículos usados e um seminovo

Já explicamos a diferença de categoria entre usados e seminovos em outro artigo. Mas, em resumo, essa é uma determinação mais em nomeação. É possível encontrar seminovos em péssimo estado e carros usados extremamente conservados. Tudo vai depender de quem foram os donos e do cuidado nas manutenções e uso. 

Contudo, para saber se um veículo está na categoria certa de usado ou seminovo, existem 3 aspectos principais. 

  • ano de fabricação: para ser seminovo, é necessário que tenha menos de 3 anos desde sua fabricação;

  • quilometragem: regras mais comuns apontam que um carro, para ser seminovo, deve rodar até 20 mil quilômetros por ano. Assim, um carro com 2 anos pode ter até 40 mil quilômetros rodados para ser considerado seminovo (e o limite máximo para ser seminovo é 60 mil quilômetros em média);

  • número de donos: para ser seminovo, é necessário que não tenha mais que um dono. 

Carros seminovos terão maior valor que os usados, em média, por conta desses aspectos citados acima. Por isso, vale a pena saber se o veículo está em dia com as especificações.

Condições de conservação do carro

Não adianta um veículo ser considerado seminovo e estar com valor próximo da tabela FIPE se suas peças estão desgastadas e apresentam má conservação.

A conservação do carro será um dos aspectos mais importantes no cálculo de avaliação de carros usados e seminovos. Afinal, quanto mais danificado ou desgastado o veículo, maior será o valor gasto pelo novo dono na sua manutenção. 

O primeiro ponto a olhar é conferir se as revisões foram feitas corretamente e estão em dia. Manutenções preventivas são fundamentais para deixar o veículo rodando com desempenho similar ao de fábrica, sem elas, o carro perde potência. 

Uma boa dica nessa etapa é avaliar as pastilhas de freios e amortecedores. Em geral, elas duram de 30 a 40 mil quilômetros. Assim, se um carro tem 25 mil quilômetros rodados, essas pastilhas precisam ter menos da metade da vida útil.

Caso as peças estejam mais desgastadas que a média, o valor de mercado sofrerá alterações. E se estiverem recém-trocadas, a marcação de quilometragem pode estar adulterada. 

Outro bom fator para analisar é o motor, correias e, no geral, a parte mecânica. Desgastes e problemas podem abaixar o valor de um carro usado ou seminovo. Se você possui um mecânico de confiança, leve o carro de seu interesse para análise para confirmar se está tudo certo. 

Em geral, esses problemas de adulterações estão presentes na compra de carros de serviços particulares.

Aspectos visuais do veículo

Leve em consideração a pintura, lataria e simetria da estrutura para entender se o carro está bem conservado. 

Isso vai além de uma questão estética, mostra também o cuidado do antigo dono com o veículo e pode ser diagnóstico de outras questões.

Por exemplo, uma pintura com pouco brilho já é suficiente para desvalorizar um veículo após uma avaliação, mas a diferença de tonalidade entre as partes pode exigir uma pintura completamente nova.

Peças com tons distintos também podem indicar que uma parte foi substituída. Normalmente, isso só ocorre após acidentes e danos estéticos graves.

O que nos leva ao estado da lataria, já que arranhões, ferrugens, bolhas ou sinais de batida depreciam o veículo. Portanto, analise bem cada detalhe do automóvel, seja para vender ou comprar. 

Por fim, a simetria é um aspecto visual que pode indicar um carro desalinhado. Isso, por sua vez, é um indicativo de acidentes e alterações de partes e peças. 

Acessórios

Os acessórios de um veículo também impactam no valor. Caso um carro tenha sido comprado no modelo mais básico e depois tenha passado por alterações para adicionar peças e equipamentos (sistema multimídia, vidros elétricos, banco de couro etc.), o valor será alterado na negociação. 

Se quiser conhecer quais são os acessórios que mais valorizam um veículo para venda, clique aqui. Mas vale lembrar que algumas mudanças não são mais permitidas por lei. Então é importante analisar se o carro tem alguma personalização ilegal.

Histórico

Carros de leilão ou sinistrados, por princípio, são mais baratos que usados e seminovos. Essa informação precisa constar na documentação do veículo, já que impacta diretamente em sua avaliação monetária. 

Isso porque o histórico do veículo indica suas condições de uso e estado de conservação. Um veículo sinistrado provavelmente precisou passar por grande manutenção para voltar a rodar e não conta mais com as peças originais com as quais saiu da fábrica. 

No caso de carros de leilão, o passado pode ser diverso, e muitas vezes esses carros vêm com peças trocadas ou faltando, o que também reduz o número de elementos originais. 

Oferta e demanda do carro

E não são só os aspectos relacionados ao veículo em si que afetam seu valor. A flutuação de oferta e demanda do carro impactam na avaliação de usados e seminovos.

Normalmente, modelos que saem muito de estoque indicam um bom interesse do público consumidor no carro, mas isso pode acabar valorizando muito a compra de usados e seminovos. O Onix, por exemplo, é um dos seminovos que menos desvaloriza no mercado e chegou até mesmo a passar por uma valorização em 2021.

Alguns motoristas gostam de carros exóticos e poucos comuns, mas é importante lembrar que esses veículos muitas vezes:

  • têm manutenção mais cara;

  • são difíceis de revender;

  • podem desvalorizar muito pela baixa procura. 

Por isso, pesar o fator de popularidade de um carro é importante na hora de tomar uma decisão. É possível poupar ou perder milhares de reais no processo de troca de carro.

Quem faz a avaliação de carros usados e seminovos

Existem diferentes formas de fazer uma avaliação de carros usados e seminovos. Algumas pessoas optam por contratar empresas especializadas que farão, inclusive, uma pesquisa sobre o histórico do veículo para saber de multas, pagamentos pendentes e outras mais. 

Contudo, também é possível fazer a própria avaliação e reunir todas as informações sobre o carro para negociar. Isso é menos comum, já que demanda muito trabalho para reunir os documentos necessários, mas ainda é possível.

 

Caso queira saber como funciona um serviço de perícia automotiva, recomendamos que acesse esta página. 

VOLTAR AO INÍCIO