Placa do Mercosul: tire suas dúvidas e saiba a atual situação do projeto
16 mar

Placa do Mercosul: tire suas dúvidas e saiba a atual situação do projeto

A placa do Mercosul para veículos estava em discussão há muitos anos graças aos muitos adiamentos desde sua primeira sugestão e consequente aprovação. Hoje, ela já é obrigatória, mas ainda gera muitas dúvidas. Neste artigo, explicamos um pouco mais sobre a mudança e o projeto. Confira:

O que é a placa do Mercosul

A placa do Mercosul foi uma sugestão de padronização para os países do bloco econômico sulamericano, incluindo Argentina, Uruguai, Brasil, Paraguai e Venezuela. 

A ideia era garantir que os veículos de todos os países tivessem uma mesma marcação, facilitando o tráfego entre as fronteiras, acompanhamento e identificação dos motoristas e automóveis.

Assim, as PIV (Placas de Identificação Veicular) ganharam um modelo universal, com marcação de nacionalidade apenas.

Dúvidas frequentes sobre a placa do Mercosul

Quando a placa entrou em vigor no Brasil?

Essa é uma história longa e com vários adiamentos. Vamos a ela.

Em 2014, foi estabelecido através da Resolução 510/2014 que a lei entraria em vigor a partir de 2016. Contudo, no ano em que deveria começar a nova marcação, foi gerada a Resolução 620/2016 que adiava o prazo para o ano seguinte.

E em 2017, quando deveria, mais uma vez, entrar em vigor, a aplicação da nova placa no Brasil foi adiada por tempo indeterminado por uma nova resolução. 

Então, em 2018 o cronograma foi retomado e a troca das placas começou ainda nesse ano em setembro, no estado do Rio de Janeiro. Depois disso, os demais estados brasileiros começaram a adotar gradualmente a nova marcação até o final de 2019.

Isso porque, nesse ano, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), determinou a obrigatoriedade do uso da placa para 31 de janeiro de 2020. Ou seja, os veículos emplacados a partir dessa data poderiam usar apenas o modelo do Mercosul. 

Em quais países a placa já está valendo?

A placa do Mercosul já entrou em vigor e foi implantada no Uruguai, na Argentina e no Brasil. Em breve, deverá ser aplicada também no Paraguai e na Venezuela com obrigatoriedade. 

Qual a regra de obrigatoriedade da placa do Mercosul?

A obrigatoriedade da nova placa inclui: primeiro emplacamento, transferência de município, troca de categoria, troca de placa em vistoria por danos ou ilegibilidade. Nos outros casos ainda não há obrigatoriedade. 

É possível trocar voluntariamente a placa?

Sim. Para isso, basta procurar o Detran da região e saber quais são as empresas credenciadas para providenciar a nova placa. O valor varia entre os estados, e nem todos os preços foram divulgados. 

Por isso, é importante fazer uma pesquisa a fundo antes de sair correndo para adotar o novo modelo. 

Mudanças na placa do Mercosul

As mudanças parecem pequenas, mas terão grande impacto no número de emplacamentos possíveis.

Para começar, a placa continua com sete dígitos, mas agora com quatro letras e três algarismos, o contrário da versão antiga. Essa mudança aparentemente sutil dobra o número de combinações possíveis, chegando a 450 milhões.

Além disso, a sequência não será de letras e números em sequência, há uma pequena alteração na ordem: AAA1A11.

O aspecto visual também sofreu grandes alterações. No lugar da tarja com nome da cidade, há apenas uma faixa azul com o nome e a bandeira do país de origem.

As cores da combinação de letras e número também mudam de acordo com a função do veículo e o fundo é sempre branco. Também há um QRCode para que as autoridades possam acessar todas as informações sobre o veículo, inclusive potenciais clonagens. 

Regra de cores das placas do Mercosul

  • Combinação em preto: carros particulares;

  • Combinação em vermelho: táxis, veículos comerciais e autoescolas;

  • Combinação em azul: carros oficiais;

  • Combinação em verde: carros de teste;

  • Combinação dourada: carros diplomáticas;

  • Combinação prateada: modelos de coleção.

Qual a numeração da nova placa?

De acordo com a nova regulamentação, para os carros brasileiros que quiserem trocar ou precisarem trocar suas placas, a seguinte regra se aplica:

  • 0 passa a ser A;

  • 1 passa a ser B;

  • 2 passa a ser C;

  • 3 passa a ser D;

  • 4 passa a ser E;

  • 5 passa a ser F;

  • 6 passa a ser G;

  • 7 passa a ser H;

  • 8 passa a ser I;

  • 9 passa a ser J.

Por exemplo: a placa AAA 1111 passa a ser a placa AAA 1B11 com o novo modelo. 

Como está a implantação no Brasil?

Como explicamos no começo do artigo, não há mais adiamentos no país e os novos veículos emplacados ou que cumpram com as condições descritas pela regulamentação já rodam com o novo modelo. 

 

Porém, como a obrigatoriedade ainda não se aplica a todos os veículos rodando em território nacional, é provável que vejamos um cenário misto de placas ainda por algum tempo, até que todos os motoristas adaptem seus automóveis. 

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