CSV (Certificado de Segurança Veicular): entenda o que é e para que serve
25 jan

CSV (Certificado de Segurança Veicular): entenda o que é e para que serve

Entenda neste artigo para que serve o Certificado de Segurança Veicular (CSV) e saiba como tirar o documento, quando usar e muito mais. É só continuar lendo esse artigo!

O que é o Certificado de Segurança Veicular

O Certificado de Segurança Veicular é uma das exigências do Detran para que os donos dos veículos possam realizar mudanças protocoladas na documentação.

Essas modificações permitidas pelo Contran constam na Resolução 292/2008, em que são detalhados os procedimentos e modificações permitidas num carro, além da adequação às normas e orientações de circulação a partir daí. 

O CSV é importante porque ajuda a manter a condução dos automóveis segura mesmo com as mudanças, por isso, determinados itens são proibidos.

Assim, o selo de CSV é emitido pelo Inmetro para todo veículo que teve sua configuração de fábrica modificada. A partir daí, é anexado ao Certificado de Registro de Veículo com suas novas características. 

O que a Resolução 292/2008 inclui

A legislação direciona as modificações relacionadas a alterações na altura da suspensão, instalação de Gás Natural Veicular (GNV), modificações no sistema de iluminação e mais.

A Resolução também inclui proibições, como:

  • utilização de rodas/pneus que ultrapassem os limites externos dos paralamas do veículo;

  • aumento ou diminuição do diâmetro externo do conjunto pneu/roda;

  • troca do chassi ou monobloco de veículo por outro chassi ou monobloco nos casos de modificação, furto/roubo ou sinistro, com exceção de sinistros em motocicletas;

  • adaptação de 4º eixo em caminho, salvo quando for um eixo direcional ou autodirecional;

  • instalação de fonte luminosa de descarga de gás (xenon) em veículos automotores, exceto nos casos em que o veículo já tenha originalmente esse dispositivo;

  • modificação da estrutura de fábrica para aumentar a capacidade de carga visando utilizar combustível Diesel;

  • inclusão de eixo auxiliar veicular em semirreboque com comprimento igual ou inferior a 10,50m, dotado ou não de quinta roda.

Você pode ler a Resolução inteira aqui, mas em resumo:

  • as modificações não podem alterar a estrutura original do veículo;

  • as modificações não podem criar problemas mecânicos ou motores (como rebaixamento da suspensão a ponto de fazer as rodas tocarem na carroceria mediante teste de peso);

  • as modificações não podem alterar a estrutura da carroceria;

  • alterações no sistema de combustível são permitidas, desde que relacionadas ao GNV;

  • alterações estéticas são permitidas desde que não prejudiquem o funcionamento do automóvel nem adicionem riscos aos passageiros ou terceiros.

Para ter as modificações autorizadas, o motorista deve preparar a documentação solicitada nos órgãos públicos para emissão do CSV. Em seguida, deve ir ao Detran e a um órgão de Inspeção em Segurança Veicular que seja credenciado para lidar com essa operação.

O órgão contará com um profissional para avaliar a adequação das modificações às exigências descritas na lei e dirá se elas podem ser mantidas ou não. 

E, no caso de veículos que façam a troca para GNV, é necessário uma documentação mais técnica e específica visto a importância em segurança de uma modificação bem feita.

CSV para acidentes

É importante observar que o Certificado de Segurança Veicular não serve apenas para a substituição de peças por motivos estéticos (como trocar um parachoque ou adicionar algum outro item), mas também para o caso de acidentes. 

Ao danificar uma peça e substituí-la, o veículo perde sua caracterização original. Portanto, deve passar por uma avaliação para que sejam registradas todas as substituições. 

Isso ajuda interessados em carros seminovos, por exemplo, que se interessem por veículos sinistrados, a saber quais foram as modificações realizadas, quais peças foram usadas, de quais marcas etc. 

Quanto custa um CSV?

Cada modificação tem seu valor próprio, a depender da oficina, profissional e peças utilizadas, mas ainda é necessário adicionar o valor de emissão do CSV. Em geral, carros rebaixados podem custar 530 reais em documentação, enquanto o GNV sai a uma média de 380 em algumas regiões. 

Onde fica o CSV na documentação?

O Certificado de Segurança Veicular será anexado junto do CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo). Esse documento é o mais importante do automóvel, e será usado para diferentes fins, incluindo a revenda do seminovo.

Como saber se um carro teve suas partes alteradas?

A melhor estratégia, nesse caso, é realizar uma vistoria particular no veículo, garantindo uma análise profissional da integridade física do carro e uma consulta de histórico automotivo.

A consulta de histórico não depende de um especialista (tendo a CRLV do carro seminovo do seu interesse, é possível realizar pesquisas online), mas algumas empresas fazem essa checagem de maneira rápida e objetiva.

 

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