Consumo de combustível: Dicas para economizar em tempos de alta nos preços
10 ago

Consumo de combustível: Dicas para economizar em tempos de alta nos preços

Veja neste artigo as melhores maneiras de economizar no consumo de combustível e otimize o seu gasto após cada abastecimento. Saiba como a manutenção, a direção, o comportamento, o combustível escolhido e aspectos do carro afetam o consumo.

Manutenção para reduzir consumo de combustível

Um carro com a manutenção em dia consome menos combustível por diversos fatores. Abaixo, listamos alguns deles.

Velas e filtros

A manutenção preventiva ocorre após certo tempo ou quilometragem do veículo. Um dos pontos importantes de vistoria são as velas, responsáveis pela ignição da mistura de ar e combustível que faz o motor funcionar. 

Velas gastas deixam a queima de combustível desregulada e afetam diretamente o consumo total do veículo.

Os filtros de ar, óleo e combustível também impactam no consumo geral, pois quando estão sujos ou desgastados, obrigam o motor a trabalhar mais, consequentemente exigindo mais combustível para realizar o trabalho necessário.

Óleo lubrificante

Trocas de óleo constantes ajudam a economizar combustível. Normalmente, são recomendadas pelos fabricantes nas revisões obrigatórias - a cada 10.000 km rodados. Contudo, é importante conferir o manual do veículo para ter certeza. 

Carros fora da garantia podem obedecer à mesma média de quilometragem para troca de óleo, mas veículos com mais de cinco anos podem reduzir o intervalo para 7 ou 8 mil quilômetros. 

Além disso, deve-se garantir óleo de qualidade, já que lubrificantes fora das especificações podem danificar o motor por não terem a viscosidade adequada ou não trabalharem na temperatura do veículo. 

Quando o manual de um automóvel recomenda dois óleos distintos, opte pelo de menor viscosidade. Esses podem ter pequeno ganho de eficiência energética no motor. 

Aliado à dica acima, ao trocar o óleo lubrificante, tente também trocar o filtro de óleo. Muitos manuais recomendam duas trocas de óleo para uma troca de filtro, mas quanto mais novo o filtro, melhor para o meio.

Alinhamento e o balanceamento

Um bom alinhamento reduz o desgaste dos pneus. Já um bom balanceamento reduz as trepidações ao rodar. 

Com isso, previnem o aumento do atrito dos pneus no solo, o que aumenta o desempenho médio no deslocamento.

Direção

Além da manutenção, a maneira certa de guiar o veículo ajuda a reduzir o consumo de combustível do veículo e economizar no fim do mês. Veja abaixo as melhores práticas de direção.

Acelerações suaves

Acelerar ou frear o carro de maneira brusca, como em uma cena de filme de ação, parece legal no cinema, mas é péssimo no mundo real. Além de ser um risco para pedestres e outros veículos, acelerações (desacelerações) bruscas gastam mais combustível.

Isso porque essas acelerações abrem mais o corpo da borboleta do conjunto, injetando mais ar na câmara de combustão e obrigando o motor a equiparar esse volume de ar ao de combustível.

Dirigir de maneira brusca pode fazer o carro gastar até três vezes mais gasolina de acordo com algumas estimativas.

Controle de RPM

Complementar à dica anterior, acompanhar o conta-giros é fundamental para economizar combustível. 

Dentro da cidade, o ideal é manter o carro em velocidades médias e constantes com um intervalo de rotações entre 2000 e 2500 rpm na maior parte dos veículos de passeio.

Para passar a marcha, é igualmente importante saber o tempo certo e o RPM ideal para a troca - ultrapassar esse limite é chamado de “esticar a marcha”, e ficar muito abaixo no ROM irá fazer mais força no acelerador e exigir uma redução na transmissão.

Em modelos de carros automáticos, o sistema faz a troca por conta própria, especialmente nas transmissões continuamente variáveis (CVT), o que deixa o veículo no RPM ideal para consumo do motor. 

Na estrada, manter a velocidade de cruzeiro permite um RPM baixo e eficiente. Motores modernos conseguem garantir um ponteiro abaixo das 2000 rpm para os 100km/h.

Acelerar apenas com o carro engatado

Antigamente, era comum precisar aquecer o motor antes de sair, especialmente para motores a álcool. Atualmente, isso é desnecessário, já que a injeção eletrônica resolve esse problema. 

No caso de veículos flex, basta abastecer regularmente o tanque de partida a frio. Lembre-se que esquentar um carro com motor de injeção eletrônica, além de gastar combustível à toa, pode desgastar peças e diminuir a vida útil do sistema.

Não acelerar com o carro no semáforo

Quando o trânsito estiver parado, manter o carro em aceleração é desnecessário e ineficiente. Com o carro engrenado, mas sem aceleração, a injeção eletrônica envia menos combustível ao motor, então lembre-se disso ao parar no próximo farol.

Descer com o carro engrenado

Muitas pessoas ainda acreditam que é econômico deixar o carro em ponto morto e descer morros, mas isso é um mito e um problema de segurança no trânsito.

Com o carro desengatado e sem auxílio do freio-motor, o sistema de freio é mais forçado e pode falhar. 

Caso queira economizar na descida, o mais recomendado é deixar o carro engatado na marcha mais alta mesmo sem acelerar.

 

Combustível

A próxima escolha do combustível, local de abastecimento e a quantidade abastecida podem afetar o consumo-médio a longo prazo. Por isso, atente-se aos pontos abaixo.

Qualidade do combustível

A qualidade do combustível no Brasil muitas vezes está abaixo da ideal. Para piorar, existem postos que vendem gasolina “batizada”, contendo álcool, água ou outro componente para diluir o combustível na mistura.

Por lei, não é proibido colocar etanol na mistura da gasolina, desde que o volume máximo seja de 27% do componente. Acima desse valor, os carros começam a sofrer com danos pelo excesso de etanol na gasolina, incluindo os engasgos irritantes no motor. 

Ao desconfiar da qualidade do combustível em um posto, seja pelo valor ou pelos efeitos no carro, os motoristas podem exigir uma comprovação de qualidade no local, direito garantido por lei. E quando identificar irregularidades, faça uma denúncia na ouvidoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Kit GNV vale a pena?

O m³ do gás é mais barato que o litro dos demais combustíveis (etanol, gasolina e diesel), mas existem gastos complementares ao GNV.

Na maior parte das vezes, para ter uma economia verdadeira, o kit GNV é recomendado apenas para veículos que rodam entre 4000 e 5000 quilômetros por mês, já que o custo de instalação e manutenção pode pesar no curto e médio prazo.

Gasolina Aditivada

Para quem planeja rodar bastante com um veículo e está pensando no longo prazo, o aditivo da gasolina é um aliado potente. 

Isso porque ele previne a formação de depósitos de sujeiras, carboníferos acumulados, no interior do motor. A gasolina aditivada, então, mantém o motor limpo e com uma combustão eficiente. 

Caso não queira arcar com o combustível aditivado em todo abastecimento, uma alternativa é, a cada quatro tanques de gasolina comum, adicionar um frasco de aditivo conceituado com efeito detergente/dispersante. 

Já no caso do etanol aditivado, a troca não traz benefício. Como o etanol possui baixo teor de carbono, o motor não acumula resíduos.

Sobre a regra dos 70% para escolher entre gasolina e etanol, temos um artigo explicando porque isso já não é mais verdade

Volume máximo de combustível no tanque

Para quem vai usar o automóvel apenas em perímetro urbano, o ideal é deixar o tanque até a metade ou três quartos (75%) da capacidade total. 

Isso porque, quanto mais combustível, mais pesado o veículo, e quanto mais pesado o veículo, maior a quantidade de combustível necessária para tirá-lo da inércia. 

Ou seja, apesar de parecer paradoxal, encher o tanque acaba gastando mais combustível para rodar na cidade. 

Isso, contudo, pode variar. Em momento de instabilidade nos preços, como o do período atual, encher o tanque pode ser um bom investimento, já que os valores podem subir de uma semana para a outra. 

Outra dica importante é não permitir que o frentista encha o tanque até a borda, pedindo para que respeite o limite da trava do sistema. Combustível em excesso pode inundar o cânister e tirar dele a capacidade de filtrar os vapores naturais do combustível.

E, ainda pior, é quando o carvão do cânister se solta e para dentro do compartimento do tanque, indo dali para as galerias e o motor - uma dor de cabeça e um prejuízo certo.

Não deixar o tanque na reserva

Além de calibrar bem a quantidade de combustível no tanque para rodar, é importante não deixar o volume baixar muito antes do próximo abastecimento.

Quando o carro está na reserva, há um aumento nas taxas de vaporização. Ou seja, o seu combustível literalmente vai pelos ares e some na forma de vapor. 

Para piorar, quanto menos combustível fica no tanque, maiores as chances das partículas e sujeiras depositadas no fundo passarem para o filtro, o que pode levar a entupimentos ou chegar ao motor. 

Assim, o ideal é que o tanque fique entre 25% e 75% do volume total ao rodar na cidade. 

Conclusão

Manter o carro com consumo de combustível adequado depende de uma série de fatores. Mas com o cuidado e a atenção certas, é possível manter as contas equilibradas no fim do mês e ainda rodar o quanto for necessário.

 

Para mais dicas e informações sobre automóveis, acesse nosso blog.

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