Depreciação do carro: aprenda a calcular para revender
20 out

Depreciação do carro: aprenda a calcular para revender

Ao comprar ou revender um carro, seu valor costuma ser uma das primeiras coisas a serem consideradas. Porém, há uma importante característica que também deve ser levada em conta nos dois cenários: a depreciação do carro.

É inevitável, até mesmo carros novos desvalorizam a partir do momento em que saem da concessionária. Porém, alguns modelos tendem a desvalorizar mais que outros por diversos motivos.

Aqui no Blog do Center Car, nós já preparamos um artigo completo com 10 modelos de carro que menos desvalorizam. Neste texto, vamos te explicar melhor como funciona a depreciação do carro e como calcular essa taxa sobre o valor final para revenda. Vamos lá!

 

Por que ocorre a depreciação do carro?

Ao longo de sua vida útil, é natural que haja uma desvalorização do carro e isso acontece, principalmente, devido ao desgaste na mecânica do veículo que ocorre com seu uso. Muitos calculam que um modelo desvaloriza, em média, em 10% do seu valor inicial ao ano.

Se você está pensando em comprar ou revender um carro seminovo ou usado, um bom parâmetro que pode considerar também é a Tabela FIPE, que leva em conta esse cálculo.

Porém, para calcular a real depreciação do carro, diversos fatores devem ser analisados, como se ele é importado ou não, tempo de fabricação, quilometragem, histórico de acidentes, entre outros.

 

O que causa a desvalorização do carro?

Tempo de fabricação ou ano do modelo: nos primeiros 2 anos de vida de um veículo, ele pode ter uma desvalorização de até 20%; em seguida, essa taxa pode se reduzir para menos de 5% ao ano, dependendo do modelo.

Opcionais ou tecnologia desatualizada: quanto menos recursos o carro tiver ou quanto mais antiquados eles forem, mais difícil é revender o modelo, o que também provoca uma redução no seu valor.

Histórico de acidentes: além de sinais visíveis de acidentes na lataria e pintura, dependendo do acidente, muitas vezes é necessária a troca de peças, o que impacta a depreciação do carro.

Quilometragem: de modo geral, quanto mais rodado for o carro, mais ele tende a gerar mais gastos com manutenção e peças de reposição.

 

Como a origem e o modelo afetam a depreciação do carro

Veículos produzidos no Brasil: um carro fabricado no Brasil garante acesso mais fácil a peças de reposição, além de custos mais baratos com produção e mão de obra.

Veículos importados: ao contrário dos carros de produção nacional, os importados são os que mais se desvalorizam com o tempo devido aos altos custos com manutenção, peças e assistência técnica.

Veículos utilitários: esses modelos, particularmente, costumam ter vida útil inferior aos outros e têm custos de mão de obra mais altos, o que também provoca desvalorização do carro.

 

Como calcular a depreciação na prática?

Não existe um cálculo exato para entender a depreciação do carro, afinal, como já foi dito, existem muitos fatores que influenciam na desvalorização de um veículo.

Vamos usar como base um automóvel que já saiu da concessionária há cinco anos. Para ter uma ideia aproximada, você pode dividir o valor do automóvel zero quilômetro por cinco para saber o valor anual de depreciação. Em seguida, divida esse valor obtido por doze, que é a quantidade de meses em um ano. O número resultado é a depreciação mensal do veículo. Isso quer dizer que, a cada mês, seu automóvel desvaloriza este valor obtido. Este é um cálculo muito básico, apenas para referência e que não pode ser usado como regra, pois, dependendo do uso, a desvalorização pode ser maior ou menor.

Você também deve usar sempre como guia os preços da tabela FIPE, que contém os valores básicos praticados no mercado em relação a cada modelo e os preços ao longo dos anos. Basta fazer o comparativo da variação daquele modelo nos últimos anos e você vai encontrar a média de desvalorização.

Veja como exemplo o Ford Ka+ 2015:

·         após um ano, em janeiro de 2016, o valor era de R$ 42.852,00;

·         depois de mais um ano, em janeiro de 2017, caiu para R$ 38.949,00;

·         em janeiro de 2018, passou para R$ 36.661,00.

Para achar o percentual da depreciação, podemos utilizar esta fórmula: (ano anterior − ano seguinte) / ano anterior × 100.

No período acima, de 2016 a 2018, o modelo teve a seguinte depreciação: (42.852 − 36661) / 4852 = 0,1444. Multiplicando por 100, chegamos ao resultado de 14,44% de depreciação.

 

Como fazer um bom negócio mesmo com a depreciação do carro?

Como é possível perceber, são diversos os fatores a serem considerados antes de definir o valor de revenda de um carro seminovo ou usado. Portanto, ainda que a Tabela FIPE apresente um bom parâmetro, ela não deve ser levada ao extremo.

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